Sobre a Conferência 

O investimento nos primeiros anos de vida é determinante para uma sociedade equitativa, humanizada e próspera. Garantir qualidade de vida a bebés e crianças significa acesso a condições que assegurem saúde, desenvolvimento, aprendizagem, bem-estar, participação. Hoje a evidência é clara: investir cedo transforma trajetórias de vida.

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A Rede de Parceiros pelos Primeiros Anos

A Rede de Parceiros pelos Primeiros Anos é uma rede nacional constituída por entidades públicas, privadas e do setor social, que tem o objetivo comum de defender e demonstrar, com estudos e práticas, a importância dos primeiros anos no desenvolvimento da pessoa ao longo da vida.

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Parceiros da Rede

A Fundação Bom Sucesso

A Rede é atualmente coordenada pela Fundação Bom Sucesso (vídeo institucional).

A Fundação dedica-se, há mais de 75 anos, à promoção da saúde e do desenvolvimento infantil, com especial atenção às crianças, aos jovens e às famílias em situação de maior vulnerabilidade.

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Programa

O Programa da Conferência reúne decisores, especialistas, profissionais e organizações em torno dos temas mais relevantes para os primeiros anos de vida, promovendo um diálogo entre a ciência, a prática e as políticas públicas.

A sua conceção contou com a consultoria científica de Alexandra Marques, Infância 0.9 – Consultoria e Inovação.

O evento será também um espaço de partilha de projetos, experiências e práticas na área dos primeiros anos, através de showcases, integrados no programa, e de posters selecionados, em exposição à entrada do auditório. Uma oportunidade para conhecer diferentes iniciativas e inspirar para a ação. A Conferência terá como anfitriã Fernanda Freitas, que nos acompanhará ao longo deste encontro.
09:00
Sessão de Abertura
10:00
Painel
Investimento na Primeira Infância
11:15
Painel
Bases da Parentalidade
12:30
Showcases
13:30
Almoço
(Livre)
15:00
Painel
Comunidades que Cuidam (saúde, educação e IPSS)
16:15
Conferência
Da evidência à Mudança
17:00
Painel
Políticas integradas para os primeiros anos de vida
18:00
Conclusões e Próximos Passos
08:45 - Receção e Credenciação

Ser criança é viver uma experiência única, mas também diversa, moldada pelos diferentes contextos sociais, culturais e familiares em que cada criança cresce. Reconhecer esta diversidade é essencial para compreender as múltiplas infâncias e garantir que todas as crianças encontram as condições necessárias para crescer, desenvolver o seu potencial e participar plenamente na sociedade. A partir da experiência da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, referência no Brasil na promoção da primeira infância, esta sessão propõe uma reflexão sobre o lugar da criança na sociedade contemporânea e sobre a forma como essa visão pode traduzir-se em políticas públicas mais integradas, eficazes e centradas nas necessidades das crianças e das famílias.

Uma oportunidade para conhecer um percurso de transformação que colocou a primeira infância no centro da agenda pública, compreender como se constroem estratégias intersectoriais com impacto real e refletir sobre os caminhos que podem permitir chegar a mais crianças, famílias e comunidades.

 

Bianca Santos de Araújo

A investigação científica e a economia do desenvolvimento humano já comprovaram que o investimento na infância não é um custo, mas uma estratégia de alto retorno. Estudos liderados pelo Prémio Nobel da Economia, James Heckman, demonstram que cada dólar aplicado nesta fase inicial gera uma taxa de retorno anual de 7% a 13%, refletida em maior produtividade, melhores salários e melhor saúde na idade adulta. O painel “Investimento na Educação e Cuidados na Infância – O custo de não fazer nada” convida-nos a inverter a perspetiva clássica: qual é o verdadeiro preço de falharmos com as nossas crianças?  

Falhar na infância exige orçamentos severamente mais altos em remediação escolar, cuidados de saúde crónicos, subsidiação social e segurança pública. Em suma, ignorar os primeiros anos de vida custa infinitamente mais caro do que qualquer investimento inicial em saúde materno-infantil, educação, proteção social.

Madalena Lopo Tuna, Miguel Herdade e Paulo Guerra

Pensar a infância implica reconhecer que a qualidade da vinculação entre a criança e os seus cuidadores é determinante para o seu bem-estar, aprendizagem e desenvolvimento, com impacto na vida futura, que se reflete na qualidade relacional do adulto. Compreender a criança, os seus cuidadores e a forma como se constrói a relação primária é essencial para que os profissionais, em particular os da saúde, promovam uma parentalidade sensível e responsiva, ajustada às necessidades de cada etapa do desenvolvimento.

Daniel Sampaio, Joana Garcia da Fonseca e Paula Oliveira

Momento dedicado à apresentação de soluções, ferramentas, abordagens ou experiências inovadoras, com potencial para inspirar e fortalecer as respostas dirigidas à infância, bebés e crianças, nos setores da saúde, educação e intervenção social. 

Dispor de um referencial nacional de qualidade para a educação de infância não é uma escolha pedagógica, mas um imperativo ético, social e político para o desenvolvimento de qualquer país. O painel “Qualidade em Educação de Infância (0-6 anos): Fundação de Bem-Estar e Desenvolvimento” pretende debater sobre a urgência de uma visão e indicadores claros que garantam a excelência dos serviços desde o nascimento até à transição para o ensino básico. Ao definir padrões claros e transversais, o país assegura a equidade no acesso, orienta as práticas dos profissionais e transforma as respostas de educação e cuidado num verdadeiro pilar de coesão social e igualdade de oportunidades.

Ana Teresa Brito, Cecília Aguiar, Corina Hatzinikolaou e Sara Barros Araújo

As descobertas na vanguarda da neurociência transformaram radicalmente a nossa compreensão sobre os primeiros mil dias de vida, revelando que a arquitetura cerebral do bebé é moldada de forma permanente pelas suas experiências relacionais. É fundamental saber que fenómenos como a plasticidade cerebral e o impacto do stress tóxico são fundamentais para criar respostas acessíveis a todos. Os profissionais da saúde, educação e segurança social, podem transformar a evidência científica numa prática poderosa de apoio às famílias e de proteção às crianças desde o nascimento.

 

Alexandre Castro Caldas

Este painel reúne representantes da administração local nas áreas da Educação, Saúde e Ação Social para debater o roteiro de política pública para os primeiros anos de vida; para conhecer alguns programas e medidas locais, na administração de proximidade, que moldarão o futuro do suporte às famílias e às crianças. Num momento em que a intersectorialidade é reconhecida como o único caminho eficaz para proteger a infância, este debate pretende focar-se na visão integrada entre setores e níveis de governança, procurando alinhar respostas sociais robustas, cuidados de saúde universais e educação de qualidade desde o nascimento.

Alexandra Marques, António Cunha, Luís Palma e Rui Brasil

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Oradores

Inscrição Obrigatória

Participação
Gratuita

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Auditório Lotado